As vendas de imóveis usados no Estado de São Paulo cresceram 36% em janeiro na comparação com dezembro, mostra pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), feita com 1.361 imobiliárias de 37 cidades.
Com 640 imóveis comercializados, o índice de vendas estadual fechou em 0,4702, enquanto em dezembro tinha sido de 0,3458. Do total, 55% foram apartamentos e 45% casas.
Segundo o Creci-SP, mesmo janeiro sendo um mês de férias escolares, ele tem um ritmo mais intenso de atividade imobiliária do que dezembro, "mas não se trata de uma explosão de vendas e de locação, como sugerem os números que surgem da comparação com dezembro", de acordo com o presidente do conselho, José Augusto Viana Neto.
As imobiliárias pesquisadas na região formada por Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco venderam 426,5% casas e apartamentos a mais que em dezembro. No interior, as vendas aumentaram 69,57%. Na Capital houve queda de 11,81% e no Litoral, de 10,22%.
Os imóveis mais vendidos na capital paulista em janeiro, com 57,45% do total de contratos, foram os de valor superior a R$ 200 mil. No interior, os mais vendidos foram as casas e apartamentos de valor entre R$ 141 mil e R$ 160 mil, somando 19,72% dos negócios efetivados pelas imobiliárias.
A maioria das vendas foi feita à vista, somando 73,91% do total negociado no litoral, 70,34% no interior, 61,7% na capital e 56,52% nas cidades do ABCD, Guarulhos e Osasco.
Locação
A pesquisa aponta ainda que o número de imóveis alugados cresceu 103,72% em janeiro ante dezembro. As imobiliárias consultadas alugaram no mês 2.285 casas e apartamentos, o que fez o índice estadual de locação avançar de 0,8241 em dezembro para 1,6789 em janeiro.
"Esse salto de mais de 100% na quantidade de imóveis alugados reflete peculiaridades do mês de janeiro, mas também pode ser um indicativo de que a renda das famílias está crescendo e que será um dos fatores capazes de sustentar a expansão da economia em ritmo quase 'chinês' este ano", avalia o presidente do Creci-SP
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